terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Tetraplégico, ex-goleiro do São Paulo encontra rumo na vela

Rogério Ceni auxilia ex-companheiro Bruno no CT do São Paulo; o ex-goleiro, que visitou os jogadores do elenco, sofreu um acidente em 2006 e ficou .... Foto: Ricardo Matsukawa/Terra Em visita ao São Paulo, Bruno se encontrou com Rogério Ceni
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Até que ponto um acidente de carro, a perda de amigos e da promissora carreira pode colocar fim ao sonho de um jovem de 20 anos? No caso de Bruno Landgraf das Neves, a resposta é simples: não pode. O sonho não acabou, passou por adaptações. Antes, a meta era a medalha olímpica no futebol nos Jogos de Pequim, em 2008. Agora, não mais na grama, e sim na água, o triunfo paraolímpico em Londres, em 2012, norteia os caminhos do ex-goleiro. Do mais novo velejador.
Bruno era considerado o melhor entre os diversos candidatos a suceder Rogério Ceni no gol do São Paulo até agosto de 2006. Um grave acidente automobilístico matou o colega de posição e clube Weverson e a amiga Natália Lane, jogadora de vôlei. Bruno, o motorista, passou oito meses e 12 dias internado.
Depois de quatro anos, a clausura das paredes do quarto se transformou na indescritível sensação de liberdade. Desde 2009, o rapaz de 24 anos veleja duas vezes por semana no clube da Associação dos Servidores do Banco Central (ASBAC), localizado na represa de Guarapiranga, Região Metropolitana de São Paulo.
Acompanhado do pai, Luiz, Bruno procurou o ASBAC e a primeira vez deu aos integrantes do clube a quase certeza de que não haveria outra. O dia estava feio, a chuva batia contra seu corpo e a ausência de movimento de tronco tornava necessária a presença de alguém que servisse como suporte no barco adaptado.
O ex-goleiro não se assustou. A rigorosa preparação física deu a Bruno condição para superar as dificuldades e se tornar aposta da equipe para o Mundial Paraolímpico de 2011, que valerá uma vaga nos Jogos de Londres de 2012.
"No início, ele não aguentava mais de cinco minutos com o leme, perdia a mão com um vento mais forte. Hoje ele faz regatas de duas horas sozinho. Seu nível técnico surpreende a todos", elogiou Vitor Hugo, técnico angolano há 11 anos no Brasil.
Bruno precisa da ajuda de equipe e pai quando sai da cadeira de rodas para o barco. Lá dentro, é o capitão. O timoneiro. É ele quem decide os rumos do novo veículo de trabalho.
"Aqui tenho mais liberdade. Os treinos, de goleiro e vela, são muito puxados. Mas, mesmo competindo, é uma relação com a natureza", disse Bruno, que faz brincadeiras com seus colegas.
"A gente pede para o outro ir correndo pegar alguma coisa (risos). Quem vê pensa que somos maldosos, mas as pessoas têm receio de falar, perguntar. Assim levamos a vida melhor. Estamos no mesmo barco", explicou.
A expressão de paz de Bruno ao velejar não indica os obstáculos superados nos últimos anos. E nem os que ainda serão superados. Mas indica que o jovem não precisa de medalhas para se considerar vencedor.

Disponível em http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI4813423-EI1137,00-Tetraplegico+exgoleiro+do+Sao+Paulo+encontra+rumo+na+vela.html

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Degraus desafiam deputados cadeirantes em Brasília


JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA
JAIRO MARQUES
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA

Eleitos como os 510 colegas, Mara Gabrilli (PSDB-SP), Rosinha da Adefal (PT do B-AL) e Walter Tosta (PMN-MG) começarão seus mandatos de deputados com duas graves desvantagens: não poderão subir à tribuna para discursar e não poderão integrar a Mesa Diretora (que comanda sessões no plenário).
Cinco degraus os separam da tribuna, outros quatro os levariam à Mesa. Os três deputados são cadeirantes, e a distância é intransponível.
A eleição deles tem ineditismos. Gabrilli é a primeira deputada tetraplégica e, em conjunto com os dois colegas, forma o grupo mais numeroso de deputados dependentes de uma cadeira de rodas na mesma legislatura --segundo o programa de acessibilidade da Câmara.
Sergio Lima/Folhapress
Jairo Marques chegando ao Palácio do Planalto, onde o piso dificulta a locomoção de cadeirantes; veja fotos
Jairo Marques chegando ao Palácio do Planalto, onde o piso dificulta a locomoção de cadeirantes; veja fotos

De mudança para a cidade, os três vão encontrar inúmeros obstáculos à livre circulação, incluindo na lista os prédios públicos federais.
A Folha visitou a Câmara, o Senado, o Palácio do Planalto, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o MEC (Ministério da Educação), com o objetivo de mapear a acessibilidade dos locais por onde passarão os eleitos.
Na Câmara, os problemas são mais numerosos. Rampas íngremes impedirão que o deputado circule com autonomia entre o plenário e as comissões. A situação é tal que um cadeirante não vai, sozinho, do plenário à reunião interna da Comissão de Direitos Humanos.
O principal obstáculo, e o mais simbólico, é a impossibilidade de o cadeirante subir à tribuna ou compor a Mesa, pois o acesso é feito por lances de escada.
A situação é "um atraso", na opinião do eleito Tosta. "Até por saber que já tivemos outros deputados paraplégicos. É discriminação."
SÓ NO PAPEL
O projeto para construir uma rampa, em elaboração desde 2006, só poderá ser implementado em 2011.
Segundo Adriana Jannuzzi, coordenadora do programa de acessibilidade da Casa, a obra levará ao menos 40 dias. Com a posse da presidente eleita Dilma Rousseff em janeiro e a dos deputados em fevereiro, não há tempo para a reforma neste ano.
Sergio Lima/Folhapress
Jairo Marques no banheiro adaptado do 2° andar do Palácio do Planalto, que serve de depósito; veja fotos
Jairo Marques no banheiro adaptado do 2° andar do Palácio do Planalto, que serve de depósito; veja galeria de fotos

Entrosados, Gabrilli, Tosta e Rosinha cobram alteração na estrutura da Casa.
Gabrilli quer uma solução até fevereiro. "Como posso fazer um discurso exigindo acessibilidade se onde vou estar não tem?", questiona.
"Vamos ter que dar um jeito, mesmo que colocando um compensado", diz Rosinha.
Jannuzzi diz que a obra não foi feita por motivos variados, inclusive políticos.
Segundo ela, se o projeto apresentado por Gabrilli for factível, não ferir o tombamento, não for excessivamente caro e se houver tempo para licitá-lo, poderá ser implementado. Caso contrário, ficará para depois.
Gabrilli quer que seja criado um mecanismo para que ela possa votar no plenário --como o software que usa na Câmara Municipal de São Paulo, onde é vereadora. Nas sessões, ela movimenta o mouse na tela do painel eletrônico com os olhos. Ao piscar, seleciona as opções "sim", "não" e "abstenção".
No STF e no Senado, há uma estrutura mais acessível que a da Câmara às pessoas com deficiência --mas ainda existem problemas.
No Senado, o elevador que leva às galerias --de onde o público assiste à sessão-- está quebrado há um ano.
No STF, o púlpito de onde advogados falam é alto e tem degrau; segundo o tribunal, será reformado em janeiro.
No Planalto, a espessura dos carpetes dificulta a circulação. Os banheiros acessíveis são identificados com expressão em desuso.
A Presidência disse que analisará o problema com o carpete e, se necessário, trocará a nomenclatura dos banheiros. No MEC, os banheiros não são acessíveis em todos os andares.


Se para "eles" a questão de obstáculos e barreiras já é complicada, imaginem para os demais cidadãos! Falta muito ainda, mas acredito que as coisas estejam mudando, basta cada um continuar fazendo sua parte.

sábado, 13 de novembro de 2010

Casal importa método de reabilitação para pessoas com lesão na medula

Disponível em http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/0,,EMI186436-15367,00-CASAL+IMPORTA+METODO+DE+REABILITACAO+PARA+PESSOAS+COM+LESAO+NA+MEDULA.html

 

Fernanda e Felipe se conheceram durante tratamento nos EUA que já fez deficientes voltarem a andar

por Regiane Teixeira

Em 2003, aos 17 anos, Fernanda Fontenele sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica. Felipe Costa foi diagnosticado paraplégico em 2008, aos 20 anos, depois que capotou seu automóvel. Decidido a voltar a andar, ele procurou diversos tratamentos até conhecer o Project Walk, um centro de reabilitação avançada na Califórnia, Estados Unidos. Lá, Felipe viu pacientes com lesões medulares voltarem a andar e se tornou o primeiro brasileiro a fazer o tratamento na instituição, assim como uma fonte de informações para compatriotas que vivem a mesma situação.

Felipe conheceu Fernanda por meio dos vídeos que ela colocou na internet no intuito de conseguir dinheiro para viajar e fazer o tratamento. “Os vídeos me comoveram bastante porque as nossas histórias eram parecidas. Começamos a trocar e-mails e eu mandava informações sobre moradia e coisas que poderiam ajudá-la na Califórnia”, conta. Fernanda convocou os amigos, organizou uma campanha e conseguiu o valor necessário. “Quando ela chegou aos EUA, parecia que já nos conhecíamos há muito tempo. Tínhamos muitos sonhos e gostos em comum”, diz ele. 

Os dois passaram cerca de um ano nos EUA. Fernanda já recuperou 100% dos movimentos dos braços e um parte dos movimentos das pernas e Felipe já consegue se sustentar em pé. “Foi muito importante termos passado pelo tratamento juntos. A cada movimento novo que eu consegui fazer, mostrava para ela e vice-versa”, conta Felipe. De volta ao Brasil, eles ficaram noivos e agora pretendem terminar o tratamento em um centro que os dois irão inaugurar no dia 16 de novembro em São Paulo. Batizado Centro de Recuperação de Lesão Medular AcreditANDO, a instituição é baseada no Método Dardzinski, desenvolvido no instituto Project Walk, que foi criado há cerca de dez anos, com o objetivo de fazer com que pacientes com lesão medular possam voltar a andar.

O centro será o único da América Latina a utilizar o método e terá capacidade para atender até 15 pessoas ao mesmo tempo. Segundo Fernanda, o método é aplicado em cinco fases, sendo as primeiras dedicadas ao estímulo para criação de massa muscular. “As duas últimas fases são para pessoas que têm o movimento, mas não têm a coordenação para voltar a andar”, diz. “Os exercícios são repetitivos e o clima é de academia.” A área de cerca de mil metros quadrados tem todos os equipamentos importados e duas instrutoras que passaram pelo treinamento na Califórnia. “Já tivemos mais de 100 inscrições”, conta Fernanda. Uma hora de tratamento deve custar entre R$ 100 e R$ 150, sendo que o indicado são três horas da fisioterapia diariamente. No futuro, a instituição deve oferecer também hidroterapia. Já o casamento de Fernanda e Felipe tem data definida: sai no ano que vem.

 

A partir do dia 16 de novembro. De segunda à sexta, das 9h às 19h. Centro de Recuperação de Lesão Medular AcreditANDO: Rua Alvarenga, 1.700, Butantã, São Paulo, tel.: 2389-6522. E-mail: acreditando@acreditando.com.br

Centro de tratamento em São Paulo será inspirado no Project Walk, dos EUA


 

Burger King

Olha só o desenho representando um cadeirante na porta do banheiro do Burger King, no Beiramar Shopping, em Florianópolis... hehe ;)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Austríaco que usava braços robóticos morre em acidente de carro

Que perigo heim??? Hehehe...

 

Disponível em: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/10/austriaco-que-usava-bracos-roboticos-morre-em-acidente-de-carro.html

 

Automóvel que ele dirigia se desgovernou e bateu em árvore esta semana.
Christian Kandlbauer, de 22 anos, havia perdido os membros em 2005.

Do G1, com informações da AP
Christian Kandlbauer dirigia todos os dias para seu trabalho
Christian Kandlbauer dirigia todos os dias para seu trabalho (Foto: Eckehard Schulz / AP 21-5-2008)
Christian Kandlbauer, um austríaco de 22 anos de idade que usava braços artificiais de última geração, morreu quinta-feira (21) após o carro que ele dirigia ter batido em uma árvore, na terça-feira.
Controle de funções dos membros robóticos era realizado por impulsos cerebrais
Controle de funções dos membros robóticos era realizado por impulsos cerebrais (Foto: Ronald Zak / AP - 27-11-2009)
Kandlbauer havia perdido os dois membros em um acidente em 2005. As próteses que ele usava são baseadas em um sistema chamado “targeted muscle reinnervation” (TMR), que conecta nervos residuais (que não foram destruídos pelo acidente ou removidos na amputação) ao equipamento, composto por sete articulações. O controle de funções era realizado por impulsos cerebrais.
A causa do acidente ainda não foi totalmente esclarecida. Andreas Waltensdorfer, médico do hospital onde Kandlbauer ficou internado, na UTI, afirmou nesta sexta-feira (22) que é impossível afirmar que o acidente tenha acontecido por algum defeito nos braços robóticos. A polícia fez declarações similares.
Kandlbauer dirigia todas as manhãs para o seu trabalho em um Subaru Impreza adaptado, após ter tirado carta de motorista, há um ano.
Direção do hospital e polícia dizem que 'é impossível determinar' se causa do acidente foi falha nas próteses
Direção do hospital e polícia dizem que 'é impossível determinar' se causa do acidente foi falha nas próteses (Foto: Heinz-Peter Bader / Reuters 6-7-2010)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Empresa da Nova Zelândia cria pernas biônicas

Aparelho caro, feio, pesado, mas... sempre é um avanço né... hehe.

 

Reportagem disponível em: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/07/empresa-da-nova-zelandia-cria-pernas-bionicas.html

 

Aparelho permite que pessoas paraplégicas caminhem.

Da BBC
 
Uma empresa da Nova Zelândia criou um par de pernas biônicas que permite que pessoas paraplégicas possam caminhar.
Durante o lançamento, nesta quinta-feira, o aparelho foi testado por Hayden Allen, que é paraplégico.
Com as pernas biônicas, Allen foi capaz de caminhar para o outro lado da sala para cumprimentar o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key.
Hayden Allen testa as pernas biônicas nesta quarta-feira (14).
Hayden Allen testa as pernas biônicas nesta quarta-feira (14). (Foto: BBC)
O aparelho, que tem o nome de Rex, pesa cerca de 38 kg e é feito sob medida.
Os inventores, Richard Little e Robert Irving, passaram sete anos desenvolvendo o projeto.
"Que eu saiba não existe outro aparelho que seja autônomo e que permita que as pessoas se levantem, caminhem, subam e desçam escadas sozinhas," diz Richard Little.
Espera-se que o primeiro par seja vendido por cerca de US$ 150 mil, segundo o canal de TV

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Catarinense é convocado para a seleção brasileira de basquete sobre rodas

 

Reportagem disponível em: http://www.clicrbs.com.br/esportes/sc/noticias/default,3038292,Catarinense-e-convocado-para-a-selecao-brasileira-de-basquete-sobre-rodas.html

Catarinense é convocado para a seleção brasileira de basquete sobre rodas

Aldo Giácomo Berardinelli Neto integra a Organização para o Movimento e o Desporto adaptado
Aldo Giácomo Berardinelli Neto, foi pré-convocado pela Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de rodas (CBBC) para compor a seleção brasileira no Campeonato Sul Americano na Venezuela.

Quinze atletas de todo o país foram convocados para as duas etapas de treinamento da seleção brasileira e apenas 12 irão compor a delegação que viajará para o Sul-Americano em novembro. Dos quinze atletas, 11 são de São Paulo, dois de Pernambuco, um do Pará e um de Santa Catarina. Aldo foi o único atleta de toda a região sul convocado para a fase de treinamento da Seleção.

— Num momento como esse, a felicidade é tão grande que eu só penso em agradecer. Agradeço principalmente a Organização para o Movimento e o Desporto adaptado (OMDA) e seus parceiros por terem disponibilizado uma estrutura fantástica para a prática paradesportiva de alto rendimento. Os profissionais e colaboradores envolvidos são extremamente competentes e comprometidos, o que pra mim é o diferencial da OMDA — declarou Aldo.

O campeonato acontecerá na cidade de San Juan de Los Morros, na Venezuela, entre os dias 10 e 17 de novembro.

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Olha, eu já joguei contra ele e com ele, e posso dizer que ele é um ótimo jogador, merece a convocação, sem dúvidas!!! O basquete em cadeira de rodas catarinense está evoluindo muito, quem sabe agora venha o reconhecimento dos esforços, tanto dos atletas quanto dos demais envolvidos com o basquete sobre rodas!!!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

MP VAI ÀS COMUNIDADES - DIÁRIO CATARINENSE

Reportagem disponível em:

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3024939.xml&template=3898.dwt&edition=15412§ion=213


1º de setembro de 2010
MP VAI ÀS COMUNIDADES

Uma ajuda para resolver os problemas do dia a dia

Audiências públicas que começam dia 9, em Araranguá, pretendem ouvir e solucionar conflitos em todas as regiões de SC

A Associação Recreativa Cultural Artística de Balneário Arroio do Silva enfrenta dois problemas: parte do esgoto da cidade estaria sendo jogado em um terreno baldio e o ginásio vive em situação precária. A entidade não sabia a quem recorrer, até participar de uma reunião com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que atua nestas reivindicações.

Ouvir e solucionar problemas como este é o objetivo do projeto MP vai às Ruas, lançado ontem. A primeira audiência pública será dia 9, em Araranguá. A ideia é chegar a todas as regiões de Santa Catarina.

De volta à entidade de Balneário Arroio do Silva: segundo o coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional da Cidadania e Fundações, órgão ligado ao MP, Luiz Fernando Ulysséa, nem a comunidade sabia que o MP poderia intervir, nem a instituição conhecia o problema.

– Essa reclamação foi feita em uma reunião preparatória, que antecede a audiência pública. Primeiro, chamamos as lideranças comunitárias para explicar o papel do MP. Só depois fazemos a audiência pública – disse.

Na audiência, o MP vai ouvir as reivindicações e colocá-las em ata. Um promotor analisará os problemas. Ele pode tentar um acordo extrajudicial ou entrar com ação na Justiça. Em novo encontro, serão mostradas as medidas que estão sendo tomadas.

Um exemplo da atuação do MP é o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com a prefeitura de Florianópolis, em novembro do ano passado. Graças ao acordo, o município criou vagas de estacionamento para idosos e deficientes em vários locais. O cadeirante Almir Sidnei dos Santos, 35 anos, sentiu a diferença.

– Há vagas para estacionar. Agora, temos que lutar contra quem as ocupa e a dificuldade de acesso.

Ontem, ele estacionou em uma vaga para deficientes, mas passou dificuldade para subir e descer da calçada, que não tinha rampa.

diario.com.br



MAURÍCIO FRIGHETTO

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

1º Seminário Catarinense de Turismo Acessível


Local e data


Local: Faculdades ASSESC - Auditório do Centro de Eventos ASSESC
Rod. SC-401 km 01, nº. 407
Bairro Itacorubi
Florianópolis – Santa Catarina - Brasil.
Data: 13 e 14 de setembro de 2010.


Muito legal a iniciativa, pois o "turismo acessível" ainda é uma realidade um pouco distante. Mas é com iniciativas assim que o "negócio" começa a ganhar força. Escrevi "negócio" porque se trata disso mesmo, um negócio, e os empresários do setor devem estar atentos, visto que uma boa parcela da população possui algum tipo de deficiência ou dificuldade de locomoção mas ainda assim possuem condições físicas e financeiras para fazer turismo. Com simples adaptações, com pessoas treinadas e capacitadas para o atendimento de pessoas com necessidades especiais ou simplesmente com boa vontade, é possível atender essas pessoas, dando a possibilidade para que as mesmas possam desfrutar das mais diversas formas de turismo. Vale lembrar que todos ganham com isso, inclusive o setor de turismo! Para maiores informações acessem o site http://www.turismoacessivelsc.com.br/.

domingo, 22 de agosto de 2010

"Onde está o abridor?"

Tomo a liberdade de postar aqui um texto de um grande amigo meu, Moacir Jorge Rauber, postado no blog dele http://facesfacetas.blogspot.com/, já que "participo" da história por ele contada, que ocorreu quando fui visitá-lo em Pelotas - RS, onde ele está morando atualmente. Ele é da área de gestão, administração, que não é a minha, mas o texto é muito legal, vale a pena dar uma lida:

"Onde está o abridor?


Na última semana recebi a visita de um amigo meu de Florianópolis, o Marquinhos, também cadeirante. Até Pelotas são mais de 700km, que ele fez sozinho em seu carro. Por aqui fizemos vários passeios na cidade e na região. Em uma de nossas saídas fomos até a Praia do Cassino. O dia estava lindo, céu azul e a praia praticamente deserta. Um ou outro pescador na areia quebrava a monotonia do infindável vaivém das ondas. Andamos de carro na areia dura da praia para observar os molhes e depois percorrer quilômetros até o antigo navio encalhado. Linda a paisagem!



Mas estranhamente o que marcou a visita foi uma experiência inusitada, principalmente para quem é da área de gestão, além da comédia que a antecedeu. Não foi nada relacionado com grandes oportunidades de negócios que todo forasteiro vê em terras alheias, como um hotel diferenciado ou um restaurante exótico para uma praia tão linda. Mas teve a ver com um restaurante. Inicialmente, foi difícil encontrar um que estivesse aberto, pois era baixa temporada. Logo, quando encontramos um foi um burburinho só. Manobrei para estacionar o carro bem próximo ao meio-fio, facilitando a saída do Marquinhos para a cadeira de rodas. Em seguida, comecei a montar a minha cadeira. Neste momento alguns curiosos já se aproximaram para ver o que estava acontecendo. Certamente, mentalmente, devem ter criticado o meu amigo por ele não descer do carro para me ajudar. Depois, fui até a traseira do carro e retirei dali a cadeira do meu amigo. O número de curiosos aumentou, podendo se ouvir a voz surda dos comentários murmurados entre os espectadores. Ele saiu do carro e fomos até a porta do restaurante. Algumas perguntas, conversa e muita curiosidade por parte do grupo de curiosos. Um deles se acercou e perguntou ao Marquinhos: “Foi acidente?”, recebendo a concordância como resposta. Na sequência fez uma dedução lógica muito engraçada: “Vocês se acidentaram juntos?” obtendo mais uma vez a concordância do Marquinhos que acrescentou: “Ele estava dirigindo!”, apontando em minha direção. O seu interlocutor exclamou: “Mas é um cara-de-pau!”, numa clara demonstração de irritação com a situação. Como não sabia sobre o que conversavam dirigi-me a porta do restaurante, onde havia um degrau. Prontamente recebemos a ajuda do proprietário, assistidos pelo grupo, que se desfez assim que entramos.

O serviço do restaurante era de buffet livre. Nós nos servimos e nos dirigimos para uma mesa. A garçonete, que devia ser filha do dono, aproximou-se de nossa mesa, perguntando se queríamos beber algo. Dissemos que sim e o Marquinhos perguntou-lhe que tipo de cerveja ela tinha. Nós escolhemos uma e ficamos esperando. Percebemos que a garçonete se movimentava de um lado ao outro atrás do balcão. Saiu, passou por nós com uma garrafa de cerveja na mão. Foi até o proprietário. Retornou com a garrafa ainda na mão e uma expressão de choro no rosto. Ouvimos o barulho de gavetas e de talheres. Passaram-se mais alguns minutos e a garçonete se aproximou da mesa dizendo: Desculpe-me, eu não encontro o abridor de garrafas. Não consigo abrir a cerveja…” Nós nos entreolhamos e rimos. Depois eu disse: “Então traga-nos um refrigerante”.

E a sua empresa mantém o abridor de garrafas sempre à mão?"

sábado, 21 de agosto de 2010

Hotéis

Aqui vai um site interessante, para quem está pensando em viajar e precisa de um hotel/pousada com quarto adaptado:

http://www.hotelespecial.com.br

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

"Reservado aos deficientes"

Olhem só a foto que tirei na praia da Guarda do Embaú, no município de Palhoça, próximo à Florianópolis... É o estacionamento de um mercadinho. Reparem no "cadeirante", diferente não??? Hehehe, muito legal o desenho...