Vale a pena dar uma conferida no novo site do meu time de basquete sobre rodas: http://www.basquetesobrerodasaflodef.com
Ficou muito bom, méritos para a Larissa, que foi quem fez o site. E caso alguém tenha interesse de acompanhar nosso Campeonato Catarinense, pode acompanhar pelo site da nossa Federação: http://www.fcbcr.com.br
É isso ai! Abraço!
Rodando
Aqui vou colocar algumas notícias, fotos, fatos, artigos e o que mais surgir de interessante, principalmente quando o assunto for pessoa portadora de deficiência... Curiosidades, coisas engraçadas e... sei lá mais o que!!!
terça-feira, 3 de maio de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Confaz prorroga isenção de ICMS para carros de deficientes físicos
Já demorou a ampliação do valor de R$ 70.000,00. A grande maioria dos carros automáticos superam esse valor, e vale ressaltar que o prazo do 3 anos para poder utilizar o benefício novamente também deveria ser revisto, visto que o prazo no caso do IPI é de dois anos. Tá na hora de o CONFAZ se adequar as novas necessidades tanto das pessoas portadoras de deficiência quanto do mercado de uma maneira geral.
Isenção do imposto valerá até o dia 31 de dezembro de 2012.
Isenção de ICMS será revista em dezembro de 2012
(Foto: Reprodução/TV Globo)O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) decidiu prorrogar até 31 de dezembro de 2012 a isenção de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para compra de automóveis por pessoas com deficiência física. A decisão foi publicada nesta terça-feira (5) no Diário Oficial da União.
Os portadores de deficiência física têm direito também à isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de automóveis de até R$ 70 mil. Como são direitos adquiridos, tais medidas são revistas pelos estados cada vez que expiram.
A manutenção do benefício foi decidida após a apresentação de avaliação feita por técnicos das secretárias da Fazenda de todos os estados. Para que a isenção fosse aprovada, foi preciso a unanimidade do conselho.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Revendedores de Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef), Rodrigo Rosso, considera a prorrogação uma vitória, que abrirá portas para outras demandas do setor, como a isenção permanente do IPI e do ICMS sobre o valor do carro e a ampliação do valor máximo do veículo zero quilômetro para que o deficiente possa ter direito ao desconto.
“O primeiro passo foi esta aprovação. Agora, vamos tentar tonar permanente o benefício e ampliar o valor o máximo do carro dos atuais R$ 70 mil para R$ 100 mil”, ressalta Rosso. “É um valor justo para que o deficiente tenha acesso a carros mais baratos que venham com mais itens de segurança de série, como os freios ABS. Afinal, muitos têm que adaptar o carro com equipamentos que são caros para conseguirem dirigir”, explicou.
A Abridref havia enviado ofícios para 36 autoridades entre ministros, governadores, deputados, senadores e secretários da fazenda, com o argumento de que a continuidade da isenção garante o direito de ir e vir do deficiente. “Essas pessoas dependem de carro para fazer tratamentos, ir ao médico, por exemplo. A isenção em outros países é permanente. Isso tem que mudar no Brasil”, argumenta o representante da entidade.
De acordo com dados da Abridef, mais de 29 mil carros foram vendidos no ano passado com isenção de imposto para deficientes físicos. Ainda segundo a entidade cerca de 30 milhões de brasileiros são portadores de algum tipo de deficiência física. Do total, 42% pertencem às classes A e B, 44% à classe C e 14% são das classes D e E.
Disponível em: http://g1.globo.com/carros/noticia/2011/04/confaz-prorroga-isencao-de-icms-para-carros-de-deficientes-fisicos.html
Confaz prorroga isenção de ICMS para carros de deficientes físicos
Isenção do imposto valerá até o dia 31 de dezembro de 2012.
Benefício é permitido na compra de veículo novos de até R$ 70 mil.
Priscila Dal Poggeto Do G1, em São Paulo
Isenção de ICMS será revista em dezembro de 2012(Foto: Reprodução/TV Globo)
Os portadores de deficiência física têm direito também à isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de automóveis de até R$ 70 mil. Como são direitos adquiridos, tais medidas são revistas pelos estados cada vez que expiram.
A manutenção do benefício foi decidida após a apresentação de avaliação feita por técnicos das secretárias da Fazenda de todos os estados. Para que a isenção fosse aprovada, foi preciso a unanimidade do conselho.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Revendedores de Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef), Rodrigo Rosso, considera a prorrogação uma vitória, que abrirá portas para outras demandas do setor, como a isenção permanente do IPI e do ICMS sobre o valor do carro e a ampliação do valor máximo do veículo zero quilômetro para que o deficiente possa ter direito ao desconto.
“O primeiro passo foi esta aprovação. Agora, vamos tentar tonar permanente o benefício e ampliar o valor o máximo do carro dos atuais R$ 70 mil para R$ 100 mil”, ressalta Rosso. “É um valor justo para que o deficiente tenha acesso a carros mais baratos que venham com mais itens de segurança de série, como os freios ABS. Afinal, muitos têm que adaptar o carro com equipamentos que são caros para conseguirem dirigir”, explicou.
A Abridref havia enviado ofícios para 36 autoridades entre ministros, governadores, deputados, senadores e secretários da fazenda, com o argumento de que a continuidade da isenção garante o direito de ir e vir do deficiente. “Essas pessoas dependem de carro para fazer tratamentos, ir ao médico, por exemplo. A isenção em outros países é permanente. Isso tem que mudar no Brasil”, argumenta o representante da entidade.
De acordo com dados da Abridef, mais de 29 mil carros foram vendidos no ano passado com isenção de imposto para deficientes físicos. Ainda segundo a entidade cerca de 30 milhões de brasileiros são portadores de algum tipo de deficiência física. Do total, 42% pertencem às classes A e B, 44% à classe C e 14% são das classes D e E.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
PISO ESPECIAL NO AEROPORTO DE FLORIANÓPOLIS
Aeroporto da Capital terá melhorias
Infraero deverá fazer adaptações de acessibilidade para pessoas com deficiência no prazo de 60 dias
No prazo de 60 dias, a Gerência Regional da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Santa Catarina deve realizar melhorias no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis. A recomendação é do Ministério Público Federal (MPF).
Através da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, o MPF encaminhou uma recomendação à Infraero, solicitando a instalação de um piso tátil nas áreas interna e externa do aeroporto para melhorar o acesso de pessoas com deficiência.
Em 2007, o MPF questionou a falta de estrutura do aeroporto para cadeirantes e solicitou a instalação de balcões de atendimento às pessoas com deficiência. Diversos itens já foram adaptados, como a criação de rampas de acesso ao estacionamento, de banheiros para deficientes e de telefones especiais. Também foram adquiridas cadeiras de transbordo, testadas pela Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodef).
A razão da nova recomendação é que ainda não foram resolvidos algumas determinações, como a colocação do piso tátil. Com diferentes texturas, eles auxiliam a caminhada das pessoas, em especial deficientes visuais.
Com as alterações feitas anteriormente, e as agora solicitadas, o presidente da Aflodef, José Roberto Leal, acredita que a acessibilidade está evoluindo, apesar de alguns pontos ainda necessitarem mudanças para facilitar a vida das cerca de 65 mil pessoas com deficiência na Capital.
– O piso tátil será uma mudança significativa para quem precisa de auxílio para caminhar. Mas, na cidade, há problemas de questões logísticas. O transporte público até o aeroporto é um exemplo – opinou.
A Infraero, que tem atendido às exigências do MPF, preferiu não se pronunciar sobre o assunto no momento. A empresa está respondendo ao ministério e somente depois poderá repassar informações sobre o tempo de conclusão das obras.
Disponívelem: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3211219.xml&template=3898.dwt&edition=16513§ion=213
Olha, tais medidas não são o suficiente, mas... sempre é uma melhoria :) Subir e descer das aeronaves é que não é tarefa fácil, tem que ser no braço mesmo, hehe. É muita tecnologia para a capital de um estado não????
Através da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, o MPF encaminhou uma recomendação à Infraero, solicitando a instalação de um piso tátil nas áreas interna e externa do aeroporto para melhorar o acesso de pessoas com deficiência.
Em 2007, o MPF questionou a falta de estrutura do aeroporto para cadeirantes e solicitou a instalação de balcões de atendimento às pessoas com deficiência. Diversos itens já foram adaptados, como a criação de rampas de acesso ao estacionamento, de banheiros para deficientes e de telefones especiais. Também foram adquiridas cadeiras de transbordo, testadas pela Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodef).
A razão da nova recomendação é que ainda não foram resolvidos algumas determinações, como a colocação do piso tátil. Com diferentes texturas, eles auxiliam a caminhada das pessoas, em especial deficientes visuais.
Com as alterações feitas anteriormente, e as agora solicitadas, o presidente da Aflodef, José Roberto Leal, acredita que a acessibilidade está evoluindo, apesar de alguns pontos ainda necessitarem mudanças para facilitar a vida das cerca de 65 mil pessoas com deficiência na Capital.
– O piso tátil será uma mudança significativa para quem precisa de auxílio para caminhar. Mas, na cidade, há problemas de questões logísticas. O transporte público até o aeroporto é um exemplo – opinou.
A Infraero, que tem atendido às exigências do MPF, preferiu não se pronunciar sobre o assunto no momento. A empresa está respondendo ao ministério e somente depois poderá repassar informações sobre o tempo de conclusão das obras.
Disponívelem: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3211219.xml&template=3898.dwt&edition=16513§ion=213
Olha, tais medidas não são o suficiente, mas... sempre é uma melhoria :) Subir e descer das aeronaves é que não é tarefa fácil, tem que ser no braço mesmo, hehe. É muita tecnologia para a capital de um estado não????
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Pianista chinês sem braços fará turnê mundial
PEQUIM (Reuters Life!) - O pianista chinês sem braços Liu Wei fará sua primeira turnê mundial para apresentar sua habilidade especial, mostrando ao público internacional a destreza com os dedos dos pés.
Liu nasceu em Pequim e perdeu os dois braços aos 10 anos de idade quando foi eletrocutado durante uma brincadeira de esconde-esconde. Ele conquistou a fama no país tocando piano com os dedos do pé durante o show de talentos de sucesso "China's Got Talent."
A versão chinesa do programa estreou em maio, e a semifinal foi a mais vista no país.
Gravações de suas apresentações foram rapidamente difundidas pela Internet, transformando Liu em um sucesso imediato, semelhante a artistas que disputaram o "Got Talent" em outros países, como Susan Boyle e Paul Potts.
Apesar de precisar de ajuda nas tarefas do dia-a-dia, como comer e beber, Liu estava determinado em treinar os dedos do pé para tocar o piano, e começou a aprender sozinho há cinco anos, praticando até sete horas por dia.
"Sinto que não sou diferente de outras pessoas. Perdi meus dois braços, mas ainda posso fazer as coisas de que gosto. Acho que é isso que outras pessoas valorizaram em mim", disse ele.
O itinerário de Liu inclui Hong Kong, Paris, Viena e Taipei.
(Reportagem da Reuters Television)
Disponível em: http://musica.uol.com.br/ultnot/reuters/2010/11/19/pianista-chines-sem-bracos-fara-turne-mundial.jhtm
Liu nasceu em Pequim e perdeu os dois braços aos 10 anos de idade quando foi eletrocutado durante uma brincadeira de esconde-esconde. Ele conquistou a fama no país tocando piano com os dedos do pé durante o show de talentos de sucesso "China's Got Talent."
A versão chinesa do programa estreou em maio, e a semifinal foi a mais vista no país.
Gravações de suas apresentações foram rapidamente difundidas pela Internet, transformando Liu em um sucesso imediato, semelhante a artistas que disputaram o "Got Talent" em outros países, como Susan Boyle e Paul Potts.
Apesar de precisar de ajuda nas tarefas do dia-a-dia, como comer e beber, Liu estava determinado em treinar os dedos do pé para tocar o piano, e começou a aprender sozinho há cinco anos, praticando até sete horas por dia.
"Sinto que não sou diferente de outras pessoas. Perdi meus dois braços, mas ainda posso fazer as coisas de que gosto. Acho que é isso que outras pessoas valorizaram em mim", disse ele.
O itinerário de Liu inclui Hong Kong, Paris, Viena e Taipei.
(Reportagem da Reuters Television)
Disponível em: http://musica.uol.com.br/ultnot/reuters/2010/11/19/pianista-chines-sem-bracos-fara-turne-mundial.jhtm
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Tetraplégico, ex-goleiro do São Paulo encontra rumo na vela
Em visita ao São Paulo, Bruno se encontrou com Rogério CeniFoto: Ricardo Matsukawa/Terra
Até que ponto um acidente de carro, a perda de amigos e da promissora carreira pode colocar fim ao sonho de um jovem de 20 anos? No caso de Bruno Landgraf das Neves, a resposta é simples: não pode. O sonho não acabou, passou por adaptações. Antes, a meta era a medalha olímpica no futebol nos Jogos de Pequim, em 2008. Agora, não mais na grama, e sim na água, o triunfo paraolímpico em Londres, em 2012, norteia os caminhos do ex-goleiro. Do mais novo velejador.
Bruno era considerado o melhor entre os diversos candidatos a suceder Rogério Ceni no gol do São Paulo até agosto de 2006. Um grave acidente automobilístico matou o colega de posição e clube Weverson e a amiga Natália Lane, jogadora de vôlei. Bruno, o motorista, passou oito meses e 12 dias internado.
Depois de quatro anos, a clausura das paredes do quarto se transformou na indescritível sensação de liberdade. Desde 2009, o rapaz de 24 anos veleja duas vezes por semana no clube da Associação dos Servidores do Banco Central (ASBAC), localizado na represa de Guarapiranga, Região Metropolitana de São Paulo.
Acompanhado do pai, Luiz, Bruno procurou o ASBAC e a primeira vez deu aos integrantes do clube a quase certeza de que não haveria outra. O dia estava feio, a chuva batia contra seu corpo e a ausência de movimento de tronco tornava necessária a presença de alguém que servisse como suporte no barco adaptado.
O ex-goleiro não se assustou. A rigorosa preparação física deu a Bruno condição para superar as dificuldades e se tornar aposta da equipe para o Mundial Paraolímpico de 2011, que valerá uma vaga nos Jogos de Londres de 2012.
"No início, ele não aguentava mais de cinco minutos com o leme, perdia a mão com um vento mais forte. Hoje ele faz regatas de duas horas sozinho. Seu nível técnico surpreende a todos", elogiou Vitor Hugo, técnico angolano há 11 anos no Brasil.
Bruno precisa da ajuda de equipe e pai quando sai da cadeira de rodas para o barco. Lá dentro, é o capitão. O timoneiro. É ele quem decide os rumos do novo veículo de trabalho.
"Aqui tenho mais liberdade. Os treinos, de goleiro e vela, são muito puxados. Mas, mesmo competindo, é uma relação com a natureza", disse Bruno, que faz brincadeiras com seus colegas.
"A gente pede para o outro ir correndo pegar alguma coisa (risos). Quem vê pensa que somos maldosos, mas as pessoas têm receio de falar, perguntar. Assim levamos a vida melhor. Estamos no mesmo barco", explicou.
A expressão de paz de Bruno ao velejar não indica os obstáculos superados nos últimos anos. E nem os que ainda serão superados. Mas indica que o jovem não precisa de medalhas para se considerar vencedor.
Disponível em http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI4813423-EI1137,00-Tetraplegico+exgoleiro+do+Sao+Paulo+encontra+rumo+na+vela.html
Bruno era considerado o melhor entre os diversos candidatos a suceder Rogério Ceni no gol do São Paulo até agosto de 2006. Um grave acidente automobilístico matou o colega de posição e clube Weverson e a amiga Natália Lane, jogadora de vôlei. Bruno, o motorista, passou oito meses e 12 dias internado.
Depois de quatro anos, a clausura das paredes do quarto se transformou na indescritível sensação de liberdade. Desde 2009, o rapaz de 24 anos veleja duas vezes por semana no clube da Associação dos Servidores do Banco Central (ASBAC), localizado na represa de Guarapiranga, Região Metropolitana de São Paulo.
Acompanhado do pai, Luiz, Bruno procurou o ASBAC e a primeira vez deu aos integrantes do clube a quase certeza de que não haveria outra. O dia estava feio, a chuva batia contra seu corpo e a ausência de movimento de tronco tornava necessária a presença de alguém que servisse como suporte no barco adaptado.
O ex-goleiro não se assustou. A rigorosa preparação física deu a Bruno condição para superar as dificuldades e se tornar aposta da equipe para o Mundial Paraolímpico de 2011, que valerá uma vaga nos Jogos de Londres de 2012.
"No início, ele não aguentava mais de cinco minutos com o leme, perdia a mão com um vento mais forte. Hoje ele faz regatas de duas horas sozinho. Seu nível técnico surpreende a todos", elogiou Vitor Hugo, técnico angolano há 11 anos no Brasil.
Bruno precisa da ajuda de equipe e pai quando sai da cadeira de rodas para o barco. Lá dentro, é o capitão. O timoneiro. É ele quem decide os rumos do novo veículo de trabalho.
"Aqui tenho mais liberdade. Os treinos, de goleiro e vela, são muito puxados. Mas, mesmo competindo, é uma relação com a natureza", disse Bruno, que faz brincadeiras com seus colegas.
"A gente pede para o outro ir correndo pegar alguma coisa (risos). Quem vê pensa que somos maldosos, mas as pessoas têm receio de falar, perguntar. Assim levamos a vida melhor. Estamos no mesmo barco", explicou.
A expressão de paz de Bruno ao velejar não indica os obstáculos superados nos últimos anos. E nem os que ainda serão superados. Mas indica que o jovem não precisa de medalhas para se considerar vencedor.
Disponível em http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI4813423-EI1137,00-Tetraplegico+exgoleiro+do+Sao+Paulo+encontra+rumo+na+vela.html
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Degraus desafiam deputados cadeirantes em Brasília
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/830997-degraus-desafiam-deputados-cadeirantes-em-brasilia.shtml
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA
JAIRO MARQUES
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA
DE BRASÍLIA
JAIRO MARQUES
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA
Eleitos como os 510 colegas, Mara Gabrilli (PSDB-SP), Rosinha da Adefal (PT do B-AL) e Walter Tosta (PMN-MG) começarão seus mandatos de deputados com duas graves desvantagens: não poderão subir à tribuna para discursar e não poderão integrar a Mesa Diretora (que comanda sessões no plenário).
Cinco degraus os separam da tribuna, outros quatro os levariam à Mesa. Os três deputados são cadeirantes, e a distância é intransponível.
A eleição deles tem ineditismos. Gabrilli é a primeira deputada tetraplégica e, em conjunto com os dois colegas, forma o grupo mais numeroso de deputados dependentes de uma cadeira de rodas na mesma legislatura --segundo o programa de acessibilidade da Câmara.
| Sergio Lima/Folhapress |
|
| Jairo Marques chegando ao Palácio do Planalto, onde o piso dificulta a locomoção de cadeirantes; veja fotos |
De mudança para a cidade, os três vão encontrar inúmeros obstáculos à livre circulação, incluindo na lista os prédios públicos federais.
A Folha visitou a Câmara, o Senado, o Palácio do Planalto, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o MEC (Ministério da Educação), com o objetivo de mapear a acessibilidade dos locais por onde passarão os eleitos.
Na Câmara, os problemas são mais numerosos. Rampas íngremes impedirão que o deputado circule com autonomia entre o plenário e as comissões. A situação é tal que um cadeirante não vai, sozinho, do plenário à reunião interna da Comissão de Direitos Humanos.
O principal obstáculo, e o mais simbólico, é a impossibilidade de o cadeirante subir à tribuna ou compor a Mesa, pois o acesso é feito por lances de escada.
A situação é "um atraso", na opinião do eleito Tosta. "Até por saber que já tivemos outros deputados paraplégicos. É discriminação."
SÓ NO PAPEL
O projeto para construir uma rampa, em elaboração desde 2006, só poderá ser implementado em 2011.
Segundo Adriana Jannuzzi, coordenadora do programa de acessibilidade da Casa, a obra levará ao menos 40 dias. Com a posse da presidente eleita Dilma Rousseff em janeiro e a dos deputados em fevereiro, não há tempo para a reforma neste ano.
| Sergio Lima/Folhapress |
|
| Jairo Marques no banheiro adaptado do 2° andar do Palácio do Planalto, que serve de depósito; veja galeria de fotos |
Entrosados, Gabrilli, Tosta e Rosinha cobram alteração na estrutura da Casa.
Gabrilli quer uma solução até fevereiro. "Como posso fazer um discurso exigindo acessibilidade se onde vou estar não tem?", questiona.
"Vamos ter que dar um jeito, mesmo que colocando um compensado", diz Rosinha.
Jannuzzi diz que a obra não foi feita por motivos variados, inclusive políticos.
Segundo ela, se o projeto apresentado por Gabrilli for factível, não ferir o tombamento, não for excessivamente caro e se houver tempo para licitá-lo, poderá ser implementado. Caso contrário, ficará para depois.
Gabrilli quer que seja criado um mecanismo para que ela possa votar no plenário --como o software que usa na Câmara Municipal de São Paulo, onde é vereadora. Nas sessões, ela movimenta o mouse na tela do painel eletrônico com os olhos. Ao piscar, seleciona as opções "sim", "não" e "abstenção".
No STF e no Senado, há uma estrutura mais acessível que a da Câmara às pessoas com deficiência --mas ainda existem problemas.
No Senado, o elevador que leva às galerias --de onde o público assiste à sessão-- está quebrado há um ano.
No STF, o púlpito de onde advogados falam é alto e tem degrau; segundo o tribunal, será reformado em janeiro.
No Planalto, a espessura dos carpetes dificulta a circulação. Os banheiros acessíveis são identificados com expressão em desuso.
A Presidência disse que analisará o problema com o carpete e, se necessário, trocará a nomenclatura dos banheiros. No MEC, os banheiros não são acessíveis em todos os andares.
Se para "eles" a questão de obstáculos e barreiras já é complicada, imaginem para os demais cidadãos! Falta muito ainda, mas acredito que as coisas estejam mudando, basta cada um continuar fazendo sua parte.
sábado, 13 de novembro de 2010
Casal importa método de reabilitação para pessoas com lesão na medula
Disponível em http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/0,,EMI186436-15367,00-CASAL+IMPORTA+METODO+DE+REABILITACAO+PARA+PESSOAS+COM+LESAO+NA+MEDULA.html
Fernanda e Felipe se conheceram durante tratamento nos EUA que já fez deficientes voltarem a andar
por Regiane Teixeira
Em 2003, aos 17 anos, Fernanda Fontenele sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica. Felipe Costa foi diagnosticado paraplégico em 2008, aos 20 anos, depois que capotou seu automóvel. Decidido a voltar a andar, ele procurou diversos tratamentos até conhecer o Project Walk, um centro de reabilitação avançada na Califórnia, Estados Unidos. Lá, Felipe viu pacientes com lesões medulares voltarem a andar e se tornou o primeiro brasileiro a fazer o tratamento na instituição, assim como uma fonte de informações para compatriotas que vivem a mesma situação.
Felipe conheceu Fernanda por meio dos vídeos que ela colocou na internet no intuito de conseguir dinheiro para viajar e fazer o tratamento. “Os vídeos me comoveram bastante porque as nossas histórias eram parecidas. Começamos a trocar e-mails e eu mandava informações sobre moradia e coisas que poderiam ajudá-la na Califórnia”, conta. Fernanda convocou os amigos, organizou uma campanha e conseguiu o valor necessário. “Quando ela chegou aos EUA, parecia que já nos conhecíamos há muito tempo. Tínhamos muitos sonhos e gostos em comum”, diz ele.
Os dois passaram cerca de um ano nos EUA. Fernanda já recuperou 100% dos movimentos dos braços e um parte dos movimentos das pernas e Felipe já consegue se sustentar em pé. “Foi muito importante termos passado pelo tratamento juntos. A cada movimento novo que eu consegui fazer, mostrava para ela e vice-versa”, conta Felipe. De volta ao Brasil, eles ficaram noivos e agora pretendem terminar o tratamento em um centro que os dois irão inaugurar no dia 16 de novembro em São Paulo. Batizado Centro de Recuperação de Lesão Medular AcreditANDO, a instituição é baseada no Método Dardzinski, desenvolvido no instituto Project Walk, que foi criado há cerca de dez anos, com o objetivo de fazer com que pacientes com lesão medular possam voltar a andar.
O centro será o único da América Latina a utilizar o método e terá capacidade para atender até 15 pessoas ao mesmo tempo. Segundo Fernanda, o método é aplicado em cinco fases, sendo as primeiras dedicadas ao estímulo para criação de massa muscular. “As duas últimas fases são para pessoas que têm o movimento, mas não têm a coordenação para voltar a andar”, diz. “Os exercícios são repetitivos e o clima é de academia.” A área de cerca de mil metros quadrados tem todos os equipamentos importados e duas instrutoras que passaram pelo treinamento na Califórnia. “Já tivemos mais de 100 inscrições”, conta Fernanda. Uma hora de tratamento deve custar entre R$ 100 e R$ 150, sendo que o indicado são três horas da fisioterapia diariamente. No futuro, a instituição deve oferecer também hidroterapia. Já o casamento de Fernanda e Felipe tem data definida: sai no ano que vem.
A partir do dia 16 de novembro. De segunda à sexta, das 9h às 19h. Centro de Recuperação de Lesão Medular AcreditANDO: Rua Alvarenga, 1.700, Butantã, São Paulo, tel.: 2389-6522. E-mail: acreditando@acreditando.com.br
Centro de tratamento em São Paulo será inspirado no Project Walk, dos EUA
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